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Excesso de celular, tv e videogame afeta desenvolvimento das crianças

O que a nós, mães e pais temíamos, agora está comprovado cientificamente: em excesso, o uso de celular, televisão e videogame afeta o desenvolvimento das crianças.  O alerta veio com a revelação do estudo publicado na revista Lancet Child & Adolescent Health, que concluiu que o tempo máximo que as crianças devem ser expostas aos aparelhos eletrônicos, independente do conteúdo, deve ser no máximo de duas horas diárias. Mais do que isso a linguagem, a memória e a atenção já ficam comprometidos.

De acordo com a pesquisa, está cada vez mais claro o impacto do abuso dos aparelhos no desenvolvimento. Por não estimular a interação, mas a passividade, o exagero de aparelhos eletrônicos pode causar atraso na construção de noções de localização, medida e estimativa.

Especialistas em educação afirmam que quanto mais a criança fica parada em frente a uma tela, menos vivência ela terá com experiências importantes para construir sua arquitetura cerebral. Em outras palavras, a recomendação é que a criança tenha uma vida equilibrada, com tempo para as brincadeiras saudáveis e lúdicas, de preferência com brinquedos que estimulem a sua criatividade e socialização.

O Jornal O Estado de S. Paulo publicou matéria recente sobre o assunto e que traz alertas importantes para os pais. Confira:

1. Tempo. Independentemente do tipo de tela, fique atento ao tempo de exposição de seu filho. “A TV abafa o pensamento consciente porque as imagens se sucedem muito rapidamente. Não dá para pensar em cada uma”, diz Valdemar Setzer, do Departamento de Ciência da Computação da USP.

2. Diretrizes. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que crianças de até 2 anos não tenham contato com os equipamentos. Para crianças entre 2 e 5 anos, a recomendação é de uso máximo de uma hora diária e, para as maiores de 6, até duas horas. As diretrizes são semelhantes às da Associação Americana de Pediatria.

3. Horário. Mesmo dentro da cota, evite o contato pouco antes do sono ou durante as refeições. A tela dificulta que o cérebro receba estímulos sobre sabor, textura. “E a noção de saciedade fica prejudicada”, diz Liubiana Araújo, da SBP.

4. Tecnologia a seu favor. Para ajudar no controle de tempo, já existem aplicativos que conectam o celular dos pais ao equipamento dos filhos e indicam o número de horas que estão conectados.

5. Participação. Nos momentos de acesso aos equipamentos, esteja junto – o tempo nas telas não precisa ser solitário. Jogar videogame com as crianças ou comentar os filmes amplia as interações, importantes para o desenvolvimento infantil.

6. Dê o exemplo. Pais hiperconectados têm mais dificuldade em propor aos filhos que eles fiquem sem as telas. Experimente se desligar do celular por algumas horas.

7. Zonas livres. Crie em casa áreas sem aparelhos – como o quarto das crianças ou a sala de jantar – e momentos de “detox”. Há famílias que já têm caixinhas, onde deixam os celulares quando chegam do trabalho ou da escolas.

8. Sinais de excesso. Caso perceba um uso abusivo, procure ajuda psicológica. Falta de concentração, irritação e impaciência podem ser sinais de excesso. Ligado à USP, o site dependenciadeinternet.com.br reúne mais informações e dicas sobre vício tecnológico.

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